“Educação à venda” foi o livro escolhido pelo grupo, o qual remete para o facto de cada vez mais recorrer-se ao “privado” para a prestação de serviços públicos, incluindo a educação.
Stephen Ball aponta que só são referidas politicamente as vantagens do fenómeno presente, camuflando de certo modo os custos que pode trazer como desvantagens. Assim, os políticos alimentam mais esta questão, sendo apologistas do privado e ignorando os insucessos das empresas e da ética profissional, assistindo-se problemas de empresas privadas que geram as escolas publicas. Para ilustrar isso mesmo, o autor recorre ao exemplo da empresa “Educational Alternatives Inc”, em que viram os seus contratos cancelados por queixas, tais como: a forma como lidavam com as crianças com dificuldades de aprendizagem destruindo assim os mecanismos de coesão, outra queixa era referente ao currículo e programas que não eram os melhores, não assegurando assim bons resultados.
O autor pretende pelo menos alertar as pessoas para a necessidade de introduzir um olhar crítico na avaliação imparcial das duas formas de prestação de serviços ou seja, o privado e o público.
Ao longo do artigo é referido o conceito privatização de uma forma geral, subdividindo-se este em “privatização exógena”, referindo-se à introdução, sob diversas formas de entidades privadas na prestação de serviços públicos e “privatização endógena” esta, por sua vez refere-se à reformulação da actual prestação de serviços no sector público através de formas que imitam o privado e têm consequências semelhantes em termos de práticas, valores e identidades. Esta última associa-se ao conceito de “capitalização”, “tornando as escolas e universidades públicas em empresas que produzem valor-mercadorias”.
Segundo o autor a mercantilização é vista como “fetichismo de mercadoria”. Sendo o exemplo de como “estamos perante uma transformação de propriedades, relações humanas em coisas independentes das pessoas, mas que governam as suas vidas”. Assim temos a tendência de naturalizar as coisas… Logo, ao “fetichizar” as mercadorias, estamos a negar a primazia das relações humanas na produção de valor, e na verdade, a eliminar o aspecto social, ou seja “ a nossa percepção do mundo passa dos valores sociais criados por pessoas para uma percepção pré-adquirida”.
Assim a mercantilização é vista como a substituição de valores de uso por valores de troca por um lado, e por outro lado descreve como o consumismo se imiscui na vida quotidiana através de uma série de processos subtis. Willmatt (1999:1002) afirma que “os estudantes foram explicitamente constituídos como “clientes”, uma alteração que reforça ainda mais a ideia de que um curso é uma mercadoria que (esperamos) pode (r) ser trocada por um emprego e não uma educação liberal que prepara os estudantes para a vida”.
Stephen Ball ao longo do artigo explora os processos de mercantilização em três áreas sociais: a infância e os pais; às relações sociais (na educação), incluindo a relação com nós próprios; e de uma forma mais breve o saber.
Para terminar, estamos a assistir a novos tipos de relações face à educação e à aprendizagem que estão a ser experimentados, ou seja “existe uma crise e o que está em causa é o próprio conceito de educação”. Assim, a privatização altera o quadro de possibilidades no qual agimos.
É tempo de pensar de forma diferente sobre as políticas educativas antes que seja tarde demais!
domingo, 31 de maio de 2009
Leituras temáticas recomendadas
“Educação à venda” foi o livro escolhido pelo grupo, o qual remete para o facto de cada vez mais recorrer-se ao “privado” para a prestação de serviços públicos, incluindo a educação.
Stephen Ball aponta que só são referidas politicamente as vantagens do fenómeno presente, camuflando de certo modo os custos que pode trazer como desvantagens. Assim, os políticos alimentam mais esta questão, sendo apologistas do privado e ignorando os insucessos das empresas e da ética profissional, assistindo-se problemas de empresas privadas que geram as escolas publicas. Para ilustrar isso mesmo, o autor recorre ao exemplo da empresa “Educational Alternatives Inc”, em que viram os seus contratos cancelados por queixas, tais como: a forma como lidavam com as crianças com dificuldades de aprendizagem destruindo assim os mecanismos de coesão, outra queixa era referente ao currículo e programas que não eram os melhores, não assegurando assim bons resultados.
O autor pretende pelo menos alertar as pessoas para a necessidade de introduzir um olhar crítico na avaliação imparcial das duas formas de prestação de serviços ou seja, o privado e o público.
Ao longo do artigo é referido o conceito privatização de uma forma geral, subdividindo-se este em “privatização exógena”, referindo-se à introdução, sob diversas formas de entidades privadas na prestação de serviços públicos e “privatização endógena” esta, por sua vez refere-se à reformulação da actual prestação de serviços no sector público através de formas que imitam o privado e têm consequências semelhantes em termos de práticas, valores e identidades. Esta última associa-se ao conceito de “capitalização”, “tornando as escolas e universidades públicas em empresas que produzem valor-mercadorias”.
Segundo o autor a mercantilização é vista como “fetichismo de mercadoria”. Sendo o exemplo de como “estamos perante uma transformação de propriedades, relações humanas em coisas independentes das pessoas, mas que governam as suas vidas”. Assim temos a tendência de naturalizar as coisas… Logo, ao “fetichizar” as mercadorias, estamos a negar a primazia das relações humanas na produção de valor, e na verdade, a eliminar o aspecto social, ou seja “ a nossa percepção do mundo passa dos valores sociais criados por pessoas para uma percepção pré-adquirida”.
Assim a mercantilização é vista como a substituição de valores de uso por valores de troca por um lado, e por outro lado descreve como o consumismo se imiscui na vida quotidiana através de uma série de processos subtis. Willmatt (1999:1002) afirma que “os estudantes foram explicitamente constituídos como “clientes”, uma alteração que reforça ainda mais a ideia de que um curso é uma mercadoria que (esperamos) pode (r) ser trocada por um emprego e não uma educação liberal que prepara os estudantes para a vida”.
Stephen Ball ao longo do artigo explora os processos de mercantilização em três áreas sociais: a infância e os pais; às relações sociais (na educação), incluindo a relação com nós próprios; e de uma forma mais breve o saber.
Para terminar, estamos a assistir a novos tipos de relações face à educação e à aprendizagem que estão a ser experimentados, ou seja “existe uma crise e o que está em causa é o próprio conceito de educação”. Assim, a privatização altera o quadro de possibilidades no qual agimos.
É tempo de pensar de forma diferente sobre as políticas educativas antes que seja tarde demais!
Título: Um pouco de mim...
Sinopse: Neste mini-filme procuro mostrar pequenos momentos que fazem parte do meu dia-a-dia …, tais como passear; fazer compras, praticar desporto; estar com a família; namorar; sair à noite, estar com os amigos.
Reflexão crítica sobre a experiência
Como aspecto positivo desta experiência destaco o enrequecimento a nível informático, pois nunca tinha experimentado trabalhar com este tipo de software, e também o facto de ser uma actividade que permite fazer uma junção do útil ao agradável, fazer um trabalho e ao mesmo tempo fazer aquilo de que gosto.
Como aspecto negativo, foi sem dúvida não ter conhecimento algum sobre o programa para a concretização desta actividade e posteriormente fazer as ligações das várias filmagens que realizei para conseguir “encaixar” tudo num minuto.
Tânia Tinoco, a55480
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Sinopse:Serei um copo meio vazio ou um copo meio cheio? Não sei, talvez um pouco dos dois. Não se trata de indecisão, mas da dualidade que constitui qualquer ser humano! Vejam, revejam-se e reflictam!
A criação do Podcast: De todas as actividades propostas para esta Unidade Curricular, foi sem dúvida a criação do Podcast que me deu mais prazer. Na minha opinião, o factor tempo não é uma condicionante, mas uma boa orientação para o trabalho. Com a elaboração deste Podcast obtive um contacto ainda mais directo com as novas tecnologias, nomeadamente com softwares especializados na montagem e tratamento de vídeos. Decidir o que ia fazer e o queria transmitir com o meu vídeo foi um grande desafio à minha criatividade e deixou-me com vontade de repetir a experiência. Cláudia Preto,55465
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Dizem que...
Reflexão sobre a criação do podcast:
Quando foi proposto a criação de um podcast fiquei em pânico, pois nao gosto de me expor. Sendo complicado arranjar uma forma de passar algo sobre mim, no início nao surgiram ideias, depois passando mais sobre o assunto aí, sim, as ideias começaram a surgir de maneira imparável e, consequência disso era decidir afinal o que iria fazer! Então, tentei ser o mais prática possível tendo em vista as limitaçoes e, foi quando optei por algo simples mas perceptível.
Dois aspectos negativos foi a dificuldade de arranjar o programa e ter que me expor de certa forma...
Dois aspectos positivos foi o conhecimento que adquiri ao longo da criação do podcast e o desenvolvimeto a nível criativo...
Fátima Barbosa, 56697
Eu... e o meu LAZER
Nos tempos que correm, cada vez mais as pessoas têm menos tempo para as coisas que gostam de fazer, para o seu lazer, pois estão muito ocupadas com o trabalho, com a casa, etc. Confesso que gostaria de ter muito mais tempo livre (alias quem não gostaria), pois como trabalhadora-estudante tenho pouco. Neste seguimento, o tempo livre que tenho, tento aproveita-lo ao máximo, desfrutando cada momento, daí ter surgido a ideia de fazer este pequeno filme de um minuto baseada no “ Eu… e o meu LAZER”..
Com efeito, as dificuldades foram logo surgindo, sendo a primeira, em como conseguir colocar as várias coisas de que gosto num filme de apenas um minuto?! Deste modo, tive de fazer uma selecção das que mais gostava, onde destaquei: brincar com a minha afilhada, estar com a família e amigos, namorar, brincar com o meu cão e o desporto (onde aqui podemos de alguma forma incluir a dança). Outra dificuldade foi na escolha do programa para elaborar o filme. Ao longo da elaboração do filme outras dificuldades foram surgindo, tais como, fazer a montagem, fazer a ligação das partes das filmagens que fui fazendo.
Contudo, a experiência foi muito positiva, pois diverti-me imenso nas filmagens, juntei o útil ao agradável, estava a elaborar um trabalho e ao mesmo tempo fazendo algo de que gosto. O meu conhecimento a nível informático também foi enriquecido, pois contactei com um programa que nunca tinha trabalhado.
Ah! Em relação às músicas não tenho um estilo próprio (não sou esquisita), gosto de todo o tipo de música, depende do momento e do estado de espírito, daí eu ter feito uma mistura de músicas!.
Céu Carvalho
quarta-feira, 27 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
Reflexão sobre o potencial da blogosfera:
Antes de mais entende-se por blogosfera um fenómeno social, ou seja é um termo colectivo que compreende todos os blogues como uma comunidade ou rede social.
Hoje em dia, sem dúvida que são uma mais-valia, pois para além de aproximar os quatro pontos do mundo, faz com que seja um meio de transmissão de conhecimento e ideias em diversas áreas, quer economia, ciência, educação, social, política etc.
Qualquer pessoa pode possuir um blogue em qualquer lugar e quando quiser. Tem a vantagem de publicar só o que lhe interessa sem necessariamente se identificar. Pode ser também um meio de se exprimir sem à priori sofrer constrangimentos…É um meio de conhecimento mas também de poder argumentativo. Estes serão uns dos pontos vantajosos, porém como tudo, a posse de um blogue também pode trazer inconvenientes que convém ter presente.
Um dos aspectos negativos que poderá ter um blogue refere-se à sua fiabilidade, veracidade e intenção com que se colocam as informações. Pois não poderemos ter a certeza se as informações que são publicadas são as mais fiáveis. Apesar dos inconvenientes que poderá trazer, convém salientar mais uma vez a sua importância no que diz respeito à facilidade de acesso e principalmente no âmbito educacional pelo espaço privilegiado para a organização de aulas e pesquisas. Para terminar, a utilização de blogues na educação possibilita o enriquecimento das aulas e projectos através da publicação e interacção de ideias na Internet.




